(Não vamos deduzir)
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As únicas órbitas possíveis para um corpo interagindo gravitacionalmente com outro são as secções cônicas: círculo, elipse, parábola ou hipérbole. |
A lei das órbitas elípticas dos planetas é uma consequência do tipo de força que atua entre os planetas e o Sol.
Círculo
Elipse
Parábola
Hipérbole
O fator decisivo sobre o tipo de órbita é a energia do sistema.

Figura tirada de Wikipedia

| A = πab |
| dA/dt = h/2 = constante |
onde h = momentum angular por unidade de massa
Dedução:
Onde chamamos vt à componente de v na direçã perpendicular a r.
Comparando a expressão de ΔA/Δt com a expressão de L, vemos que:
que é constante porque o momentum angular e a massa são constantes.
Portanto:
A lei das áreas de Kepler é uma consequência direta da lei de
conservação do momentum angular.
Considerando um intervalo de tempo infinitesimal, e adotando h = L/m, a 2.a lei de Kepler fica:
| dA/dt = h/2 |
Integrando a equação acima em um período orbital completo temos:
ou
Como a área da elipse é
Logo o momentum angular por unidade de massa é:
| h= 2πab/P |
Dedução no parágrafo "Derivação da constante K", no capítulo Newton
Para qualquer conjunto de sistemas interagindo gravitacionalmente, podemos escrever:
| M1K1=M2K2=.....=MnKn=4π2⁄G |
onde M = massa do sistema e K = P2⁄a3
A 3.a lei de Kepler, nesta forma, permite determinar massas de corpos astronômicos.
Do conceito de momentum angular:
No periélio:
Portanto
Equação da energia
Considerando um sistema de dois corpos interagindo gravitacionalmente, onde
Sabendo que a energia total se conserva nesse sistema,
| Energia total = 1⁄2(m1v12) + 1⁄2(m2v22) - Gm1m2 ⁄ r = constante |
Da conservação do momentum linear total:
Então:
Definindo
Podemos escrever:
Substituindo (2) em (1) podemos escrever:
Substituindo na equação da energia total:
Calculando o valor da energia total no periélio, onde
Encontramos que a energia total vale:
| E = -Gm1m2/2a |
E a equação da energia fica:
| v² = G (m1+m2)[2/r - 1/a] |
Casos especiais:
Na órbita circular a = r, e substituindo na equação da velocidade temos:
| vcirc = √G(m1+m2)/r |
Para uma órbita circular, a energia total é negativa, já que:
| E = -Gm1m2/2r < 0 |
Na órbita parabólica a = ∞, substituindo na equação da velocidade temos:
| vesc = √2G(m1+m2)/r |
Para uma órbita parabólica, a energia total é nula, pois: