Conferência I (16/03/2023) - 09h
A compreensão do infinitamente pequeno que ampliou os nossos horizontes
A Física Quântica é uma das bases da Ciência moderna. Desde seu advento no começo do século 20 os seus resultados e previsões têm não somente permitido conhecer a natureza de uma maneira profunda, mudando concepções filosóficas e epistemológicas sobre realidade física, mas também levou ao desenvolvimento de inúmeras tecnologias presentes em nosso dia a dia, como computadores, smartphones, robôs, energia nuclear, diagnósticos com ressonância magnética, entre outras, que não existiriam se os segredos da matéria na escala atômica não fossem desvendados. Discutiremos os conceitos básicos da teoria quântica a partir de uma abordagem que conecta essas ideias com outros elementos culturais, como música e arte mostrando que esse conhecimento se integra a nossa cultura científica.
Conferência II (16/03/2023) - 16h
A integração entre comunidade, escola e universidade fomentada através de Feiras de Ciências
Muitos dos problemas enfrentados no Ensino Superior e Básico circundam a falta de engajamento dos estudantes, em particular a falta de interesse no desenvolvimento de atividades didáticas. Porém, quando estudantes da Educação Básica são desafiados com projetos que envolvem a realização de pesquisas autorais e estudantes universitários se envolvem na organização de Feiras de Ciências, é possível estabelecer um processo de protagonismo de tais estudantes; processo esse que fomenta a integração entre comunidade, escola e universidade. Tal afirmativa é ancorada em pesquisas já realizadas sobre as Feiras de Ciências da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Nesta conferência, será apresentado um histórico das Feiras de Ciências do Campus Bagé da Unipampa, uma síntese das pesquisas já realizadas e o papel das Feiras de Ciências na divulgação científica.
Conferência III (17/03/2023) - 09h
A busca por Deus na gênese da Mecânica Clássica: o que podemos aprender sobre a natureza da ciência com episódios históricos?
Ciência e Religião são domínios completamente distintos da atuação humana. Entretanto, não raras vezes ao longo da história, esses campos se encontram e dialogam. Esse diálogo pode ser por oposição, às vezes brutal, como a condenação de Galileo pela Igreja Católica. Mas há episódios curiosos, como os escritos ocultistas e místicos de Newton que também motivavam seu interesse pela Natureza, ou mesmo os diálogos de Einstein com a comunidade judaica sobre as implicações de suas teorias. Na presente fala, vamos olhar para um episódio histórico pouco conhecido hoje em dia: a origem do Princípio de Mínima Ação de Maupertuis. Esse princípio foi importante não somente para Mecânica Clássica, antecipando o Princípio de Hamilton, mas foi fundamental para Louis de Broglie, e influenciou até mesmo Schrödinger. Quando lemos o texto original de Maupertuis, entretanto, encontramos algo muito surpreendente: seu objetivo principal é provar a existência de Deus! Como é possível um princípio físico tão importante ter motivação religiosa? Isso enfraquece a validade desse princípio? Religião e Ciência podem ser comparadas? O que podemos aprender sobre como a ciência funciona a partir desse intrigante episódio?
Prof. Dr. Nathan Willig Lima (UFRGS)
Fez graduação em bacharelado em física com linha de formação em física médica na PUCRS (2014), licenciatura em física na Faculdade Avantis (2017), mestrado em Engenharia e Tecnologia de Materiais na PUCRS (2016) e doutorado em Ensino de Física na UFRGS (2018). É professor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física da UFRGS. De janeiro a março de 2020, foi pesquisador visitante na Universidade de Copenhague - Dinamarca - participando de um projeto de pesquisa sobre história da Teoria Quântica e implicações para o ensino (com bolsa pelo programa CAPES-PRINT). Atualmente, é editor assistente da HPS&ST Newsletter. De 2022 a 2024 e está na Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física da UFRGS . Tem interesse em História, Filosofia e Sociologia da Ciência e da Educação em Ciências.
Conferência IV (17/03/2023) - 16h
Desafios das mudanças climáticas: explorando conexões entre o Brasil e a Antártica (Criosfera 2 – Skytrain Ice Rise)
Avanços recentes na compreensão científica das mudanças ambientais globais e sua intensificação nos motivam a explorar as conexões de tempo e clima entre a Antártica e os trópicos e vice-versa. Uma das grandes questões que necessitamos responder é: Como as condições ambientais da Terra respondem ao atual quadro de mudanças climáticas? Já sabemos que as regiões polares respondem a estas mudanças e possuem um importante papel no sistema natural da Planeta. Assim, desenvolver pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento científico no Continente Antártico, em especial climatologia e glaciologia, propicia ao Brasil um entendimento das mudanças ambientais observadas nas regiões polares e o impacto destas mudanças no Planeta e em especial em eventos extremos e teleconexões no Brasil.
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